Terapia Cognitiva Comportamental


O que é a Terapia Cognitiva Comportamental?

A Terapia Cognitivo-Comportamental “[...] é um termo genérico que  abrange uma variedade de mais de 20 abordagens dentro do modelo cognitivo e cognitivo-comportamental” (MAHONEY e LYDDON, 1988, apud KNAPP, 2004, p. 19), em diversos transtornos neuropsiquiátricos vem comprovando sua eficácia no tratamento de forma empírica.

Todas essas abordagens se norteiam no princípio que a forma que vivenciamos as experiências, através de nossos pensamentos, sentimentos e ações, podem ser modificados com a finalidade de se tornarem mais funcionais a nossa vida e bem-estar. 

A abordagem da terapia cognitiva comportamental diz respeito a um sistema integrado de psicoterapia, cientificamente fundamentado e associado aos modelos de personalidade, de psicopatologia e ao modelo aplicado. 


Quanto tempo dura?

O tempo é variável na Terapia Cognitiva Comportamental, desta forma Beck (1976 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 284) “sugere de quatro a quatorze sessões semanais para vários casos. [...] alguns pacientes podem necessitar de 1 a 2 anos para modificar suas crenças e seus comportamentos disfuncionais”. 

Enquanto que em algumas situações “[...] a melhora significativa dos sintomas apresentam-se após doze a vinte sessões [...] o tempo de tratamento estará associado à motivação e disponibilidade do cliente, assim como à natureza e à possibilidade de resolução” (BECK e FREEMAN, 1993 apud ABREU e GUILHARDI, 2004, p. 284). 

O que significa que não é possível estipular um tempo definido de sessões pois cada caso é idiossincrático, ou seja, individual e especial a sua maneira e demanda seu próprio tempo de evolução.

Indicações e Contra-indicações

Knapp (2004) cita as indicações ao uso da Terapia Cognitiva Comportamental no tratamento da depressão, fibromialgia, insônia, transtorno de pânico e agorafobia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de comportamentos infantis, esquizofrenia, bulimia nervosa, fobia social, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtornos de estresse pós-traumático (TEPT), transtornos por uso de substâncias, síndrome da fadiga crônica, jogo patológico, comportamento de automutilação, dispepsia não-ulcerosa, tricotilomania, personalidade borderlina e transtornos de personalidade e transtorno bipolar.

Para Knapp (2004, p. 164) “não há contraindicações [...] ao uso da Terapia Cognitiva Comportamental. É recomendado uma análise de cada pessoa, problema ou situação”. 


Referências 

ABREU, Cristiano Nabuco de. GUILHARD, Hélio José. Terapia comportamental e cognitivo comportamental: práticas clínicas. São Paulo, Roca, 2004  

KNAPP, Paulo. Terapia cognitivo comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre, Artmed, 2004.  
 

 

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